Granito íngreme, quarteirões curtos, o rio na cara
O Porto foi feito para caminhar: o centro é uma pilha de colinas e becos entre o Douro e a estação de comboios—perde um autocarro em cinco minutos e ganha uma vista que não esperava.
- Em 1996 a UNESCO classificou a Ribeira e a encosta por cima; é o rótulo oficial do que os locais já tratavam como uma sala ao ar livre contínua.
- A Rua das Flores foi pedonalizada depois de os comerciantes resistirem ao trânsito; hoje é a linha recta que se usa quando se cansa dos zigzagues.
- Os portuenses almoçam tarde e sentam-se nos degraus com uma cerveja; se seguir esse ritmo, as filas encolhem e a luz no rio fica mesmo como nas fotos.
O que comer

Francesinha — A resposta do Porto ao sanduíche de migrantes—fiambre, salsicha, bife, queijo derretido, molho à base de cerveja—nascida nos anos 1950, quando trabalhadores regressados queriam algo pesado depois dos turnos.

Tripas à moda do Porto — O ensopado de tripas tornou-se o prato-apelido da cidade depois de, diz-se, os locais terem mandado a boa carne para o exército e ficado com miúdos; aparece nos menus como orgulho, não curiosidade.
Bacalhau — O bacalhau é nacional, mas no Porto serve-se grelhado ou com natas em tascas antigas onde o comércio do Douro outrora pagava em peixe salgado.
Pastel de nata — Não foi inventado aqui, mas cada café compete na massa crocante e canela; apanhe um a meio do passeio quando as subidas da Miragaia queimam calorias.
Antes de ir
Não esqueça o bilhete
Se quiser o interior, compre antes. O passeio faz-se na mesma a partir da rua.
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